Seminário: Design de Interação

            Infinito ao Cubo



Obra de Leonardo Crescente e Rejane Cantoni e executada em 2007, consiste em um cubo espelhado com molas em sua superfície, o que permite que as pessoas que estão em seu interior movimentem os espelhos com seu corpo. Com isso, a estrutura propõe uma interação que resulte em uma nova noção de perspectiva e espaço, além de sensações como vertigem e atordoamento. O que observa na prática, porém, é que não é necessária uma efetiva interação pessoa- pessoa para seu funcionamento, sendo completamente reativa e finalística, e que a interação pessoa- objeto acabou se assemelhando a experiências mais simples, como mesmo àquela que temos dentro de um elevador espelhado.




             Open Burble


            A obra realizada em 2006, por Usman Haque, transita entre uma instalação e uma performance, dividida em etapas. Na primeira etapa, as pessoas devem montar e posicionar conjuntamente uma estrutura de fibras de carbono e balões de gás hélio, que posteriormente é erguida quando enchem os balões. Acabada essa primeira parte, os indivíduos podem alterar a iluminação dos balões, que contem LEDs em seu interior, a partir do movimento na base da estrutura. Apesar de permitir a virtualidade e a integração na alteração da estrutura em sua montagem, ela não parece atrativa visto que a obra só chama atenção depois de montada. Posteriormente, a programática fica restrita à ação do vento sobre os balões, e as cores são provocadas por um efeito reativo. Concluímos que a obra é mais interessante pelo espetáculo gerado que pela interação em si, que se mostrou bem limitada. 




            Boundary Functions


            De Scott Snibbe e realizada em 1998, a obra se trata de uma superfície onde são projetadas linhas entre as pessoas na medida em que elas sobrem no painel e se movimentam sobre ele. Entre as interfaces pesquisadas essa parece ser uma das mais simples, e, no entanto, a que melhor promove uma interação entre as pessoas que a experimentam. O que se observa é que as pessoas participam da alteração do espaço conjuntamente a partir da observação do movimento das linhas, o que inicialmente parece reativo mas se torna programático e dialógico ao envolver mais participantes. Assim, pode-se concluir que tanto a interação pessoa-pessoa quanto a pessoa-objeto são efetivadas pela obra. 





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