No dia 13 deste mês, visitei o Museu da Moda, no chamado "Castelinho da Bahia". A construção, por seu estilo gótico, frequentemente é associado a uma Igreja. No entanto, o local já deu lugar ao Conselho Deliberativo de Belo Horizonte e a um museu de Mineralogia, mas nunca a uma instituição religiosa. Construído em 1997, o prédio passou a abrigar o Centro de Referência da Moda em 2012 e, apenas em 2016, ao Museu da Moda.

 
          A exposição que estava acontecendo no período de minha visita era a "Stilo Limpeza Urbana", que trazia o "Gari Fashion". A exposição abordava a importância da reutilização de materiais e da sustentabilidade, além da necessidade de uma maior valorização dos agentes de limpeza, temáticas de grande importância. Para isso, foram desenhadas roupas de diferentes estilos na cor do uniforme dos garis, além de roupas feitas com materiais como plástico e papel.


 
    
        O que meus colegas e eu obervamos, porém, é que essa abordagem ocorreu, em nossa perspectiva, de maneira inadequada. Nessa exposição, afirmava-se que o propósito de apresentar a roupa dos garis de forma diferente era apróxima-lo da população de BH, o que soou estranho visto que esses trabalhadores já são parte da população e não deviam precisar de qualquer atributo a mais em seus uniformes para serem valorizados. Outra abordagem estranha estava na legenda de algumas fotos como "#gariestudante", o que, em nossa visão, foi abordado de forma espetaculosa, e esse espanto apenas reafirma a desigualdade e desvalorização desses trabalhadores. 



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